A vida é delicada, inclusive a sua.

A vida é delicada, inclusive a sua. Mas a vida quer viver. Desde o surgimento da primeira célula, a vida nela, queria viver e continuar vivendo.


A vida é resiliente, ela se adapta. E quando se depara com a rigidez ela morre. Ela se vai. Num meio dinâmico, não há espaço pra rigidez. Nunca houve.


A vida também não existe sozinha. Ela é um emaranhado. Ela se relaciona, troca e se conecta com tudo o que também respira. E na Terra, ela repousa.



Lírio da Paz - Foto: Murilo Ramos Heinzen

A vida se individualiza e então se projeta pra fora, se materializa em comunidade. No que é comum e compartilhado. E ali enquanto essa se especializa, ela também se conecta, se diversifica. E a diversidade em retorno agradece suportando à vida.


A vida é um bem comum, ela nos une, assim como a morte, com o grande fato de estar aqui na Terra: aqui se vive e aqui se morre.


E a vida não pertence ao homem. A vida pertence a si. E se manifesta também através de nós. Mas essa importância toda que damos à nossa espécie, principalmente devido ao tamanho do nosso cérebro, parece um tanto equivocada.


A vida, mais do que cérebros grandes, precisa de um coração saudável, pra garantir que se vive de fato, que pulsa. De que adianta toda essa sapiência quando todo dia se escolhe ignorar a vida?


Jess Petkow (@jesspetkow) é bióloga, storyteller e designer.



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